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quarta-feira, 14 de março de 2012

Transição

   Dia da Poesia


Sou fã da poesia,
Assim neste dia, jamais poderia deixar, de ao menos uma linha a
essa antiga amiga dedicar.

Companheira noite e dia.

Muitas vezes na dor ou alegria.

E hoje deveria, em plena inspiração estar para lhe dedicar versos e canções, mas...

Não é assim não! A vida nem sempre segue nosso jeito, tem alguns defeitos e vai saber qual é a questão!??

Mas é só fase. Assim como a lua. Fase crescente. De observação.

Liga não! Nada que coloque em risco nossa amizade de tantos verões...

E sendo hoje dia tão especial, compartilho com você o que vai no coração.

Afinal, foi assim que começamos.

Se era dia ou noite ? Ah..isso não lembro não!
                                           
                                           Um cafezinho,        

                  

                                                                       Um bolinho,


Um sorriso. Agora vamos comemorar esse dia?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre o amor

 Amigos,
 Li este texto no Blog da Simone Collet - um pouco de tudo na vida de uma mãe solteira - e amei. Pedi licença à ela para dividir com voces esse texto do Luis Fernando Veríssimo.
 
Sobre o AMOR


Não goste do amor…
Goste de alguém que te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura. De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.
Não goste do amor…
Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em você, que só pense no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito e não no teu corpo, nem em teus bens.
Não goste do amor…
Goste de alguém que te espere até o final, de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti e enxugue suas lágrimas. Que te abrigues quando necessário, que fique feliz com suas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso.
Não goste do amor…
Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro. De alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te AME.


Não goste do amor… Goste de alguém que sinta o mesmo sentimento por você!

 Abraço fraterno a todos.

sábado, 10 de julho de 2010

Férias com Poesia

  (Escrevi o texto abaixo nas férias de 2010, como não conclui na ocasião não publiquei.
  Segue hoje, data que altero o layout do blog).

Entrei de férias dia 05 de Julho, aproveitamos para fazer algumas modificações em nossa sala e graças a Deus estamos satisfeitos com o resultado.
Além disso, estou buscando ficar o máximo de tempo possível com meu filho. Ver seu sorriso e ter seu carinho em tempo 'quase' integral não tem preço! Filho, te amo!
Hoje ele dormiu cedo e corri pra cá, um espaço onde faço meu lazer,  tenho momentos de reflexão, de descontração, de aprendizado, de novas amizades, etc..

Hora da Reflexão.

Quanta correria.
Tarefa hérculea para as mães modernas cumprir todas as tarefas de rotina, onde muitas vezes o prazer foge da retina e nos afasta do lúdico, do simples, dos amigos..

Agora fora da cena corporativa, respiro mais leve..silencio, reflito, leio um livro,
sinto o sol, revejo amigos, organizo a casa e me acomodo levemente no sofa..Ufa! Que satisfação!
Meu coração fica feliz por reaver este tempo, que ao longo do ano fica quase
integralmente tomado pelo trabalho.
Tenho refletido constantemente sobre esse tema. Esse dilema.
Trabalho X Família X Qualidade de vida
e quanto mais reflito, mais nítido fica pra mim que, devo sempre que possível  priorizar a família.
São momentos de infinito valor para todos, que jamais serão esquecidos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A poesia nossa de cada dia - Antiguidades

Gente, fiz uma lista de assuntos a escrever para voces, ( pelo tempo que estou ausente parece mentira, (mas tenham certeza, não é)como AMO poesias, quero dividir esta com voces. "Conheci" Cora Coralina fazendo tour em livrarias, pra mim é uma delícia passar horas folheando livros, revistas, tomando cafezinho( algumas oferecem esse serviço) , meditando sobre a forma do outro pensar. Assuntos diversos nos leva a conhecimentos diversos, e pra mim os livros são Grandes Amigos , pra todas as horas.Já desviei de várias armadilhas aplicando os conhecimentos neles adquirido.
Mas hoje o assunto é a poesia de Cora Coralina , especialmente esta, nos apresentada pelo seu olhar de como era ser criança lá pelos idos de 1895.
O que me encanta é o movimento que ela dá as palavras, vejo a cena se passar pelos meus olhos.
E o que toca o coração é a realidade que ela nos apresenta da época.

Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.


Antiguidades

Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.

Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)

Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.

A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.

Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmão mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada...
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais !
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível.

Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.

Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.

Por dá-cá-aquela-palha,
ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas
não faltavam.
Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
"Tomando propósito".
Expressão muito corrente e pedagógica. Aquela gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.

Não poupava as crianças.
Mas, as visitas...
- Valha-me Deus !...
As visitas...
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas!

Era gente superenjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversar
que davam sono.
Antiguidades...

Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita - alta, magrinha.
Lili - baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
"- Lili é a bengala de D. Benedita".
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego Padre Pio.

D. Joaquina Amâncio...
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.

O pessoal da casa,
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme,
minha bisavó.

D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço.

Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando "causos" infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.

De manhã cedo
quando acordava,
estremunhada,
com a boca amarga,
- ai de mim -
via com tristeza,
sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.

Cora Coralina